O que me parece mais legítimo nesse momento é ouvir a voz do povo, consultando-o no encaminhamento de decisões aliadas a todas estas questões pontuais que estão em pauta atualmente.
Não podemos esquecer que o plebiscito é uma avaliação baseada em um “sim” e um “não”. Quando você consulta a população, você não a consulta baseada nos termos integrais daquilo que se proporá. Não vem um projeto de lei, de reforma ou de emenda constitucional “integral”, pois a elaboração é feita após aprovação, sobrando ainda bastante espaço para que o congresso nacional possa legislar.
No entanto, é irretocável a atitude do povo de ter manifestado sua contrariedade aos mandos e desmandos de um governo inapto, que agora se vê acuado e tenta, ao menos, "aparentar" que está "ouvindo" a voz do "Gigante que acordou". Dilma, em resposta às manifestações, convocou um plebiscito.
