Daniel recusa os manjares do rei


A maioria dos cristãos já ouviu falar sobre a história de Daniel e eu gostaria de refletir sobre alguns aspectos dessa interessante história bíblica.
De acordo com a bíblia, Daniel nasceu no ano 622 a.C. de família nobre no reino de Judá, durante o reinado do rei Josias. Anos depois sua terra foi invadida por Nabucodonosor, rei da Babilônia, que subjugou o rei Jeoaquim levando consigo alguns cativos, entre eles Daniel que na época tinha aproximadamente 17 anos e três amigos dele. Nabucodonosor determinou que eles aprendessem a cultura e a língua dos caldeus durante três anos, para depois o servirem.
Nabucodonosor determinou também a sua alimentação diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia.
O chefe dos eunucos tinha a responsabilidade por Daniel e seus companheiros, incluindo seu ensino e alimentação.
Daniel porém, propôs no seu coração não se alimentar com os manjares do rei e ai começa a nossa reflexão.


Daniel e seus amigos tinham recebido novos nomes, aprendido uma nova língua e cultura e por que eles não poderiam aceitar também as mudanças alimentares que o rei lhes impôs, uma vez que, possivelmente o manjar do rei deveria conter as melhores e mais sofisticadas comidas daquela época? Por que então se negar a receber aquele banquete?
Eles tinham motivos para não aceitar a alimentação oferecida pelo rei Nabucodonosor.
Algumas carnes eram consideradas imundas pelos judeus. Eles sabiam que entre as coisas proibidas pela Lei de Moisés figuravam alimentos como carne de porco, de coelho, de ostras e de enguias. Mesmo as carnes que a lei permitia consumir eram questionáveis na corte babilônia, pois não havia como saber se haviam sido corretamente sangradas. Ademais, tais carnes poderiam muito bem estar poluídas por rituais pagãos. — Levítico 3:16, 17.
Caso aceitassem aquelas regras eles estariam transgredindo as leis de Moisés, então nesse caso eles deveriam negar uma decisão do rei colocando as suas vidas em risco. O que poderiam fazer aqueles quatro hebreus? Daniel, que era muito culto e inteligente foi falar com o eunuco que mesmo colocando sua vida em risco caso o rei descobrisse decidiu ajudar Daniel e seus amigos.
O chefe dos eunucos poderia naquele tempo facilmente ser condenado à pena de morte por qualquer desobediência às ordens reais, especialmente se a desobediência viesse a prejudicar a saúde ou o treinamento dos jovens a ele confiados. Mas Deus interferiu e fez com que tivesse misericórdia e compreensão. Ele tacitamente permitiu que Daniel tivesse uma conversa com o cozinheiro-chefe responsável pela alimentação.
A questão sobre o que era mais saboroso não vinha ao caso. Certamente exigiu fé e coragem insistir nesse assunto.
Aceitando uma sugestão de Daniel, o cozinheiro-chefe concordou em mudar o cardápio dos quatro, substituindo as iguarias por legumes e o vinho por água, por um período experimental de dez dias. Ao fim deste prazo, eles estavam com melhor aparência e estavam mais robustos do que todos os outros jovens que comiam o cardápio real. Com isto o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber, e lhes dava legumes.
Eles tinham firme fé que obedecer à Lei de Deus não apenas lhe daria uma boa consciência, como também seria benéfico para a sua saúde. Por causa de sua posição, os quatro hebreus sem dúvida tiveram de suportar muita zombaria. — Daniel 1:8-14; Isaías 48:17, 18.
Ao fim de dez dias, a aparência deles era mais bonita e saudável do que a de todos os outros! Jeová dava-lhes conhecimento, perspicácia e sabedoria, assim, quando compareceram à presença do rei após os três anos de treinamento, ele os achou “dez vezes melhores do que todos os sacerdotes-magos e os conjuradores que havia em todo o seu domínio real”. — Daniel 1:20.

Há nisso uma lição para todos os atuais servos de Jeová. Aqueles jovens hebreus preocupavam em viver à altura de todos os aspectos da Lei de Deus. Isto faz lembrar o princípio declarado por Jesus, em Lucas 16:10: “Quem é fiel no mínimo, é também fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, é também injusto no muito.” — Compare com Mateus 23:23.
Esta decisão de Daniel e seus amigos demonstrou a fidelidade deles não permitindo que o rei os fizessem transgredir as leis mosaicas e eles perceberam que Deus aprovou a decisão deles e esteve ajudando eles em todo o tempo.
Além de fazer muito bem para eles espiritualmente e psicologicamente falando esta decisão também fez muito bem para a saúde deles, uma vez que, eles não se alimentaram com carnes como de porco, por exemplo, que é um tipo de carne considerada perigosa que se não higienizada e manipulada corretamente pode transmitir doenças provocadas por microorganismos hospedeiros como yersinia enterocolitica, Taenia solium, entre outros.
Dentre as doenças que ela pode transmitir há o risco da cisticercose.
A cisticercose suína é uma doença parasitária originada a partir da ingestão de ovos de Taenia solium, cujas formas adultas têm o homem como hospedeiro final; normalmente, os suínos apresentam apenas a forma larval (Cysticercus cellulosae). O quadro clínico da teníase no homem pode acarretar dor abdominal, anorexia e outras manifestações gastrointestinais, sem provocar conseqüências mais sérias.
Daniel não sabia dessas informações naquela época, porém, foi beneficiado por obedecer à lei judaica e Deus o abençoou muito como podemos ver no restante do seu livro porque ele foi fiel.

7 comentários: