O
tempo modernizou-se e hoje em nossa rotina de cultos temos, além do louvor, uma
nova forma de expressão de adoração a Deus: a DANÇA.
Iniciou-se
com simples coreografias, acompanhadas com um hino ao fundo, tocado por uma
banda ou ao som de um playback, e atualmente evoluiu-se para apresentações de
balé, hip-hop, e até mesmo o funk faz parte da liturgia de algumas comunidades
evangélicas. Você pode conferir no final do post um vídeo que achei em minhas
andanças pelo youtube de um grupo de uma igreja batista, que dança o “ funk
gospel “.
Minha
intenção neste post não é dar um estudo sobre a dança nas igrejas, tampouco
dizer se é ou não é pecado. Apenas quero manifestar uma opinião baseada em
leituras bíblicas e em leituras sobre história antiga, conclamando aos leitores do blog para, junto comigo,
discutirem acerca desse tema que julgo interessante comentar. Eu já presenciei
inúmeras apresentações do gênero, que foram de coreografia à dança propriamente
dita. Em algumas delas, pude observar expressões com as mãos, os pés, cabeça,
dentro de uma sincronia ímpar, que passavam um real senso de adoração, de
entrega a um ser mais forte, mais soberano, mais poderoso...
Em
contrapartida, também já presenciei pessoas dispersas, com o intuito de mostrarem
seus corpos e seus talentos para a dança, descomprometidas com o real sentido
daquela ação que era de adorar a Deus, independente de ser ou não uma forma
apropriada de se reverenciar a Deus em um culto, pois estou partindo do
princípio de que, se aquele grupo escolheu a dança como manifestação de
adoração a Deus, tem de ter reverência e expressão condizente com de alguém que
deseja oferecer a Deus tal ato sublime.
Estudando
sobre a dança, deparei-me com uma explicação interessante, que diz que a dança, parte das 3 principais artes
cênicas da antiguidade, era usada para reverenciar deuses, sendo no antigo
Egito realizada com o nome de “ Dança Astroteológica “ em homenagem a Osíris, deus
da mitologia egípcia, ligado à vida no além e à vegetação.
Também
li em um artigo que a dança, na antiguidade, era utilizada pelas pessoas como
um instrumento de afirmação de sentimentos e experiências subjetivas do homem.
Como a relação “ Deus-homem “ , de fato, é uma experiência subjetiva, e por que
não dizer pessoal, é plausível interpretar que a dança era ( e pode ser ) usada para
manifestar uma vontade... Que vontade eu me refiro ? A vontade de expressar,
com movimentos rítmicos, sentimentos de agradecimento, de satisfação, de
louvor... Uma infinidade de sentimentos movidos do íntimo do ser, para
gratificar a Deus por todas as suas maravilhas. Esse é um ponto observado por
mim.
Também
existe uma outra linha que se baseia nas tradições judaicas. Existem versículos
que relatam expressões de dança pós-vitórias alcançadas, e essa dança era
realizada para adorar a Deus. No final
do post dê uma bizoiada em um vídeo de dança judaica, em um Congresso Israelita, no Paraná. Quem nunca ouviu o argumento “ Davi dançou, então também quero
dançar “ ( risos ).
Não
podemos esquecer que tanto em Israel como em alguns outros países, a dança é parte
intrínseca de seus ritos, o que nos desobriga de utilizá-las em nossos cultos. Porém...
A
dança em nossos cultos no Brasil não podem ser consideradas pecaminosas ou
serem totalmente desqualificadas, com excessão as de expressão sensual,
justamente pela sua função nascedoura ( expressar adoração a uma entidade
mística ), dando uma base explicativa para a sua utilização como parte
litúrgica no culto. Só que é de fácil entendimento uma análise sobre este ato.
Tornar a dança, ou qualquer outro tipo de ritual, como parte do culto usando
acontecimentos “ isolados “ na bíblia, é estabelecer conceitos humanísticos, e
alguns pastores tratam a dança como doutrina, chamando-a de “ ministério “, sem
base bíblica para isso.
Para
não ficar só em minhas palavras, aí vai onde está na bíblia um exemplo de dança
com fim de adoração: Êxodo 15: 20-21 ( passagem de Miriã ).
O
que digo sobre tudo que foi exposto é que a adoração leva a uma expressão que
vai além de dogmas e doutrinas impostas e/ou criadas por homens. A alma gera o
desejo e o desejo é expresso pelo adorador, e ele escolhe a sua forma de adorar
a Deus, e, claro, não precisaria dizer, mas vou dizer, que essa forma de
adorar deve ser acompanhada de bom senso, por estar na casa de Deus, cujo lugar
é santo.
Divirta-se com o FUNK GOSPEL ( risos ). Até mais.

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