Nos últimos anos, muito tem se falado sobre as Gerações Y e Z, principalmente no contexto do mercado de trabalho, como gerações que apresentam um grande desafio as suas antecessoras. A Geração Y é desafiadora por valorizar a realização pessoal e acreditar num relacionamento horizontal com seus superiores, onde há uma relação de troca de conhecimentos, não mais uma hierarquia. A Geração Z, por outro lado, nasceu em um mundo globalizado e onde a comunicação se tornou muito veloz, porém ainda lhe falta maturidade. Ambas são formadas por indivíduos multi-tarefa, que não se contentam em fazer apenas uma coisa por vez, como seus pais. Eles ouvem música, atualizam o blog, lêem o mural do Facebook, acompanham o twitts mais recentes, estudam, e ainda assistem TV... E tudo isso ao mesmo tempo! Mas o ponto central não é esse, e sim como essas gerações podem contribuir para a Igreja.
Por serem jovens que não aceitam mais qualquer verdade absoluta sem antes questioná-la, eles tem se mostrado uma grande dor de cabeça para os líderes espirituais do tipo manipulador, que enfrentam grandes dificuldades em fazê-los comprar seus conceitos antiquados e muitas vezes baseados apenas em experiências pessoais sem nenhum fundamento bíblico e/ou teológico. Com isso, houve um rompimento com as instituições tradicionais, e daí surgiram igreja focadas para estes indivíduos, que anseiam por aprender, mas que recusam a superficialidade. Eles necessitam de algo que tenha significado, que seja dinâmico, como eles o são.
Mas nem só de rompimentos com as tradições vive essa geração. Eles também são capazes de realizar uma grande revolução para a Igreja, trazendo para dentro dela a Internet, as redes sociais, os novos conceitos de liderança participativa, entre outras inovações sociais e tecnológicas do século atual. Eles querem trazer coisas diferentes (mas não seculares) para dentro da igreja. É como se quisessem fazer uma Igreja 2.0, aberta as sugestões de seus membros, conectada com o mundo externo (mas nem por isso secular, volto a dizer). Eles não querem mais aquilo que é cômodo, eles querem fazer a diferença. Igreja, prepare-se, porque eles existem e estão entre nós.
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