Numa certa ocasião na minha igreja, foi lido 1 Co 9 na hora da oferta. Eu aproveitei para comentar sobre esse versículo com um evangelista que estava ao meu lado na hora do culto. Disse a ele que o texto lido fala de generosidade e comunhão, que o texto fala na verdade de dar oferta, pra ser mais exato, e não de dizimo. Ele, com toda a convicção, falou que eu estava errado, pois Paulo (o apóstolo) fala de dízimo no v. 9 e confesso que ele me disse isso de uma forma nada amigável.
Num outro caso, um outro pastor (pastor do evangelista do 1º exemplo, pra variar) estava dando um sermão, antes de tirar as ofertas e dízimos (algo bem comum atualmente nas igrejas e programas evangélicos) e disse para a igreja que, quem não dava dízimo não iria para o céu, pois era ladrão, e a “base bíblica” que este usou, claro, foi a passagem de Malaquias. O povo ficou assustado e com medo como era de se esperar (principalmente quem estava em débito, risos).
Meu terceiro e último exemplo ocorreu quando o pastor de uma igreja estava conversando com o seu superior e outros amigos de ministério. Disse esse pastor que uma irmã de sua igreja havia trazido o seu dízimo para a congregação e embora a origem desse dinheiro fosse ilícita (palavra não usada por ele), pois o esposo da irmã era traficante e o dinheiro foi ele quem havia mandado, ele (o pastor) aceitou o dinheiro. Esse pastor contou essa história para o seu superior e os demais não para pedir a opinião deles e sim contando como exemplo para que os outros pastores fizessem o mesmo caso acontecesse algo semelhante com eles. Teve a “cara de pau” de justificar isso tudo, alegando que a mulher e o traficante eram tementes a Deus e não poderia inibir aquele ato de fé deles.
Pergunto-me como podem homens como esses serem separados para o ministério, que nem ao menos sabem interpretar um texto e que não visam à pureza da palavra, mas sim o que os membros podem dar financeiramente. Homens que estão preocupados com o seu bolso, caro leitor, que aceitam dinheiro ilícito em nome de uma fé fora dos parâmetros de Deus, com seus olhos voltados para si mesmos, esquecendo de olhar para a cruz de Cristo... Quando, então, iremos seguir o seu exemplo e deixaremos essas coisas materiais de lado?
Isso é uma vergonha (como diz o Boris Casoy)! Vocês, líderes, irão dar conta ao Senhor!!! As pessoas estão sendo manipuladas com uma arma bem conhecida, arma essa que a igreja católica e outras religiões já usaram há muito tempo atrás: o MEDO.
Deus tenha misericórdia dos meus pivetes (que ainda irão nascer).
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