Adore assim!




Atenção! 

Essa postagem possui conteúdo altamente pessoal e parcial. Portanto, se você não gosta desse tipo de texto que pode parecer tendencioso, espere até uma próxima postagem nossa.

Para começar...

Eu posso relatar que gostei da melodia de uma música, mas que detestei sua letra... Dentre os diversos motivos que poderia citar como justificativa, o principal é quando uma música discorda totalmente com a Bíblia.
Eu também posso gostar da melodia e da letra de uma canção e dizer que o cantor “não é lá essas coisas”.
Posso apreciar a voz de um cantor, uma melodia e letra de um hino e perceber que os músicos e produção por trás disso não acompanham a mesma qualidade.
Posso até mesmo admirar em alguém tudo o que eu já falei antes nesse texto e, contudo, descobrir que essa mesma pessoa não tem o menor compromisso com Deus, com sua palavra, com o modo de vida cristão... Nada.
Com certeza o que eu desejo contar a seguir é extremamente o oposto. E muito da experiência que eu vou compartilhar passa por dois nomes: Leonardo Gonçalves e Daniela Araújo.

Para que vocês entendam ainda mais o que eu quero dizer, eu vou desenhar o que foi o cenário da minha percepção da música gospel por um longo período (uns dez anos, eu diria)...
Por muito tempo eu não tive a menor admiração pelos cantores evangélicos. Ora porque suas músicas não me agradavam, ora porque as letras de suas músicas falavam sobre qualquer coisa menos sobre a bíblia, ora porque não gostava nem das vozes desses cantores. Sobrevivia de raros momentos quando me interessava por músicas isoladas de um grupo, conjunto ou cantores...
Mas muita coisa mudou. Nunca a música gospel brasileira foi tão influenciada pelo black gospel americano e até mesmo por vários outros gêneros musicais que estão muito acessíveis pela internet.
Nesse meio tempo surgiram corais (Raiz Coral, Resgate e Kemuel, pra ficar só nesses três) e cantores solos (Sérgio Saas, Ton Carfi, PC Baruk e outros) que demonstram o período de mudanças que estamos vivendo.

E é nesse momento que eu quero falar do primeiro nome: Leonardo Gonçalves.
Leonardo Gonçalves é um excelente cantor, disso não há o que se comentar. Mas ele é membro da igreja adventista e quem já escuta hinos de adventistas como o Prisma, Arautos do Rei e Alessandra Samadello (pra ficar só nesses três exemplos) sabe que não é comum a utilização de variados recursos vocais (melismas, falsetes e etc.) como o Leonardo tem feito. Além disso, quando ele surgiu a internet ainda não era tão popular como é hoje no Brasil e por certo muitas pessoas chegaram a imaginar um Leonardo Gonçalves negro (como os grandes cantores black norte-americanos). Foi a partir daí que meu interesse na música evangélica retornou com força total.

Até que descobri recentemente a cantora e compositora Daniela Araújo (esposa do Leonardo Gonçalves) através duma música cantada pelo Jhour Bayron (solista do Coral Kemuel) e disponível no Youtube. Buscando mais sobre ela, descobri que estava prestes a lançar seu cd e fazer uma apresentação de lançamento. Não perdi tempo e junto a mais três amigos partimos para São Paulo em direção à igreja Nova Semente no último dia 15 desse mês.
Tivemos uma série de surpresas agradáveis. Por cerca de duas horas, eu e meus amigos (Cleiton, Nayara e Carlos) tivemos a oportunidade de adorarmos juntamente com a Daniela, apreciar sua bela voz, seus hinos com teor altamente teocêntrico, músicos excelentes (com destaque para o acompanhamento por um violonista acima da média e o tecladista Samuel  Silva tão bons que eu chego a os qualificar como virtuosos) e um clima intimista criado por todos que ali estavam, mas principalmente pelos anfitriões Daniela e Leonardo.
Confesso que mesmo tendo a oportunidade de presenciar nesse ano apresentações com grandes nomes da música evangélica estadunidense (Fred Hammond, Donnie McClurkin e Kirk Franklin) não tinha visto nada como o que aconteceu naquele dia. Houve falhas? Houve sim. Erros humanos, falhas de aparelhagem, microfonia e outras coisas... Mas nunca tinha visto pessoas tão preocupadas em oferecer algo com tanta qualidade ao mesmo tempo em que mantinham uma humildade singular e espírito de devoção a Deus.

Sim. Minha conclusão não poderia ser outra e meu conselho não pode ser outro... “Você que está lendo: adore assim!”

5 comentários:

  1. Daniela Araújo era o que estava faltando na música gospel. Louvores lindos com letras lindas e melodias perfeitas. Incrível!

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  2. Confesso que me interessei por ela por ser esposa do Leonardo Gonçalves e quando tive o cd nas mãos parecia não acreditar que uma mulher no meio evangélico poderia nos proporcionar um cd assim!Dentro do que podemos chamar de neo gospel contemporaneo, este cd está dando o que falar! espero que a sony music continue investindo nela e acreditando nessa gama de admiradores!

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  3. confesso pra vcs que eu procurei saber por ser filha de um casal tradicional na musica cristã... minha mãe escultava Eula Paula e Jorge Araújo, algumas músicas deles eu acompanhei na minha infancia, sem contar que escultava a " Turma do Barulho" e cantava na igreja...rs. Acho que essa forma da Daniela expressar tão bem sua adoração a Deus, preservou o tradicionalismo familiar, e de uma maneira sutil conseguiu inovar em comunhão com Cristo. Confesso que quando eu ouvi ela depois de algumas apresentações como Kemuel, PC Baruk, Nani Azevedo, eu já esperava uma coisa muito alem do que os nossos olhos viram, e nossos ouvidos ouviram .. rs, e pelo fato de que o CD demorou pra sair, já esperava coisa muito boa dela,e me surpriendi pq foi mais do que eu esperei

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  4. Que Deus continue abençoando esse casal que admiramos tanto!!! abraços... Thiago e Laodicéia.
    http://www.youtube.com/watch?v=wjmNfS7bGUI

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  5. É muito bom poder estar vivenciando o "nascimento" da Dani, o nascimento desse estilo.....ser ouvinte dessa voz é muito bom.....que Deus continue abençoando esse fenômeno musical e que possamos cada vez mais nos surpreender com Daniela Araujo!

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