Teologia da Prosperidade: O início



O assunto " Teologia da Prosperidade " está em voga atualmente, reforçado por matérias divulgadas em sites evangélicos, trazendo em questão a mudança de postura (e de opinião) do Pr Silas Malafaia em relação a esta teologia.
Não apenas ele, muitos tem se rendido a esta teologia que afirma que o verdadeiro cristão deve desfrutar de uma condição financeira elevada e próspera, baseados em Gênesis 17:7, Marcos 11:23 e 24 e Lucas 11:9 e 10.
Antes de comentar a mudança de postura do Pr. MALAfaia (hehehe), vamos conhecer um pouco o precussor deste movimento.  Seu nome é Essek William Kenyon, americano, nasceu em 24 de abril de 1867 e faleceu em 19 de março de 1948. Era de família humilde, pobretão, foi vendedor de órgãos e pianos, e conheceu o evangelho aos 18 anos em uma Capela Metodista Primitiva. Tempos depois Kenyon abandonou a crença no cristianismo e passou a ser agnóstico. Casou-se com Evva em 08 de maio de 1893, que também era agnóstica. Você conhece o Agnosticismo? Sabe o que é? 



Bom, o agnosticismo é a crença de que a existência de Deus é impossível de ser conhecida ou provada. A palavra agnóstico significa essencialmente "sem conhecimento", e Agnosticismo é uma forma mais intelectualmente honesta do " ateísmo " (você já vai entender onde quero chegar).
O agnosticismo argumenta que a existência de Deus não pode ser provada, ou seja, é impossível saber se Deus existe.
Em 1892, Kenyon tornou-se agnóstico, casou-se em 1893, e 1 ano depois abraçou o cristianismo novamente aderindo a Free Will Baptists, igreja que compartilha a teologia arminiana (teologia criada por Jacobs Arminius que condena a predestinação), e em pouco tempo já estava pastoreando igrejas filiadas a esta denominação.
Logo nas primeiras décadas do século XX, Kenyon difundiu um novo conceito de evangelho, e o tal conceito tornou-se um movimento, que veio bater de frente com o evangelho tradicional. O movimento chama-se Palavra da Fé. Este movimento diz que o cristão deve receber tudo aquilo que ele declara, em nome de Jesus, ou seja, o cristão determina " eu quero ter um carro " e logo toma posse da bênção, pois, segundo a interpretação deste movimento, Jesus se sacrificou para que vivêssemos em abundância (quando ler abundância entenda riqueza, "ser um milionário, "ser um Neymar").
De desacreditado (na existência de Deus) a um homem de fé, este foi o caminho percorrido por Kenyon. Isso poderia ser considerado muito belo, um testemunho de primeira, de causar choro em um culto, muitos sapatos de fogo e retétés para o lado e para o outro. Mas... Kenyon preferiu, através de versículos isolados e de conceitos totalmente diferentes do que ele interpreta, criar uma crença que justificasse o seu enriquecimento, deixando pra trás o seu passado de pobretão.
Este assunto é muito profundo, não para por aqui, não! Semana que vem voltarei aqui, no Cerebelo, para destrinchar a teologia da prosperidade. Este é apenas o início...
Enquanto você espera aí, deleite-se com um vídeo em que o Pr. MALAfaia fala veementemente contra a teologia da prosperidade. Teria ele evoluído em seus conceitos? Ou se rendido a um movimento que, com certeza, lhe traz retorno e lhe apraz?

Eu volto. Aguarde.

   

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