ORIENTAÇÃO ?




Assim como eu, muitos evangélicos foram surpreendidos com a escolha de Lanna Holder, missionária famosa por bater no peito e se dizer liberta do homossexualismo, em assumir: Sou lésbica e nunca fui liberta.

Em entrevistas a mídia evangélica, Lanna diz que era pressionada a ter um comportamento altruísta contra o homossexualismo porque seu testemunho era rentável – Lanna Holder vendeu muitos produtos evangélicos, servindo de marketing e merchandising,  emprestando sua imagem para CD’s, DVD’s e etc.

Mas... Como diz o ditado: um dia a máscara cai. E a de Lanna caiu, deixando-a desnuda perante o seu grande público evangélico de admiradores, pasmando a todos e não credito essa reação apenas ao preconceito. O que houve foi um sentimento em comum de decepção entre evangélicos e simpatizantes de suas pregações. 

Eu mesmo me senti sem chão por acreditar piamente em tudo em que está missionária dizia, e por ela mesma me despertar uma falsa crença na possibilidade de um homossexual voltar a jogar para o time dos héteros.

A pressão pelos líderes evangélicos por uma libertação rápida e plena interfere no comportamento de um gay ou de uma lésbica? Com certeza, podendo estimular muitos a esconderem seus sentimentos, tornando-os tímidos para buscar um aconselhamento. Mas o que causa perplexidade e espanto é a declaração dada por ela de que ‘ nunca se sentiu liberta ‘. Isso pode despertar centenas de pré-julgamentos na cabeça de muitos de nós, evangélicos. Podemos olhar para uma pessoa que veio de um meio homossexual e que se declarou liberta de sua opção e pensar: Será mesmo que ele se libertou? Vou além: será que é possível um homossexual reconsiderar a possibilidade de ele voltar atrás em sua opção, pensar que o que ele tem / sente é um desvio de comportamento e que ele pode, sim, curtir alguém do sexo oposto?

Por que ela não trouxe a tona sua dificuldade em ter que se sentir liberta, de ter que se comportar como uma mulher normal para a sociedade evangélica? Por que enganar centenas de pessoas com seu testemunho maravilhoso, hoje de peso zero em relação à credibilidade?

Sua escolha (fingir-se liberta do homossexualismo) causou seqüelas em muitos evangélicos que vieram de uma vida homo afetiva, pois vários  destes ainda não teriam desenvolvido uma maturidade para lidar com esse acontecimento-tsunami no meio evangélico, e por ela ser uma figura pública em nosso meio, é, sim, de responsabilidade a formação de opinião sobre este tema.

Imagine por um momento, se nós nos rendermos aos nossos vícios e optarmos por viver com eles, e essa conjectura não tem ligação alguma a eu achar ou não achar certo a prática homossexual: será que há uma obrigatoriedade de se abrir comunidades evangélicas que apóiem nossos comportamentos particulares? Deixo essa pergunta pairando no ar.

Seria pretensioso eu dar uma opinião e cravá-la acerca do que sente um homossexual, pois é preciso que haja sensibilidade para lidar com este assunto extremamente delicado, entrando em pauta profissionais da área da saúde para ajudar a desenvolvermos uma opinião mais abalizada sobre o homossexualismo.

Essa é a introdução de um tema que, com certeza, não cabe em um post só. Voltarei a   abordar esse assunto. Um abraço e... TENHO DITO.




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