Ela está ali, toda bela e
formosa, e ela tá te dando mole. E você,
cara, tá com o coração palpitando: Será que eu colo nela ? ( você pensa ).
Perfumado, bem arrumado,
hálito às pampas, huuummm, autoconfiança em alta. Pega o seu copo irado de
coca-cola e, enfim, decide: vou ver “ qualéqueé “ com essa menina.
Espera aí: “ Coca-cola ? “
Aí você vira e me diz: Pô! eu estou numa balada gospel “ ( fazendo cara de confuso ). É isso mesmo: balada gospel!
Ele não vai poder encher a cara de manguaça pra ter coragem de dar em cima da
garota que tanto mexeu com sua libido. Bom, pelo menos pensando na “ filosofia
evangélica “ deduz-se que bebidas alcoólicas não são toleráveis. Não são ?
Pois é, não é uma novidade,
já que faz um tempo que igrejas evangélicas vem investindo em entretenimento
jovem para então atraí-los, e “ pregar a palavra de DEUS “ , rs.
Saiu uma matéria no site da Folha sobre uma igreja que funciona
dentro de uma balada. Olha só que maravilha! Você pode ir, divertir-se,
conhecer gente nova e, de quebra, pode ouvir uma palavra de conforto ao seu
coração ( estou chorando de emoção, mas por dentro ).
O slogan é: Proibido pessoas
perfeitas! Está aí uma opção fantástica a você que quer uma mudança de vida,
uma transformação completa em seu modo de agir. Seus problemas acabaram! E a
matéria da Folha de São Paulo diz que
lá é liberado bebida alcoólica com moderação. Sexo ? Bom, eles aconselham
depois do casamento, mas se você caiu na tentação do capeta, estava lá com
aquela linda menina, naquele papo cultural, aí derepente “ pumba “ não resistiu e copulou, não tem problema: a discriminação lá é proibida.
Essa igreja fantástica funciona na Rua Augusta, 486, em São Paulo, e se chama “ Capital Augusta “.
E olha só que máximo, o
culto termina ao som de Metallica. Perfeito! As letras dessa banda possuem
diferentes trechos bíblicos que falam do pai, do filho, do espírito santo,
amém, que são perfeitas para serem tocadas em um culto. Imagina só, se a
Assembléia de Deus resolve adotar as poesias musicais dessa banda em seus
cultos ? ( ironia mode on aos desavisados ).
Os caretas dirão: É coisa do
capeta! Tá amarrado em nome de Jeová! ( Jeová ? é testemunha de Jeová ? boiei
), os mais modernos dirão: Pô, irado, irmão! Chego lá, saúdo a moçada com a paz
do Senhor, pego minha birita e caio na pista! “ É nóis, crente “.
Visões diferentes, mas que nos levam a vários tipos de reflexões. E ambas são pontos de vista interessantes de se analisar.
Não vou por um ponto final
nessa discussão. Minha intenção é promover diferentes visões acerca deste
assunto um tanto polêmico. Eu tenho a minha posição, porém aprendi a não ser “
imutável “, visto que somos seres em evolução constante, e não somos donos da verdade.
É fato que os tempos são
outros, e o evangelho está passando por uma modernização. Eu sei, eu sei, a
palavra de Deus não muda e não mudará. Mas a sociedade, ao longo da história,
vivenciou mudanças culturais que foram importantes para nosso aperfeiçoamento.
É preciso analisar todas essas nuances culturais de modo cauteloso e não
creditar ao pecado tudo que for de maléfico. Em tudo é possível separar o joio
do trigo.
E
tenho dito!!!
"Curto"
ResponderExcluirmuito boa materia
Bora fazer uma visitinha lah ? rsrsrs
ResponderExcluireu acho que a Igreja não está preparada para receber a mudança que a sociedade tem vivenciado. As novas gerações tem um acesso ilimitado a informação, o que contribue na formação de conhecimento (as vezes nem isso, mas só a informação mesmo basta) que já possibilita uma visão diferente sobre os Dogmas e regras da maioria das igrejas que nós sabemos que nem sempre são totalmente sustentadas pela bíblia. Pro exemplo, no caso da bebida, quem disse que é pecado beber? Sabemos que não é, Jesus bebia e se divertia. No entanto, existe um limite que é a ordem. Sabemos que não devemos beber até cair, não é legal, não só pq a biblia manda, mas pq não faz bem ao nosso corpo.
ResponderExcluirMas a igreja prefere ao invés de tratar a questão de forma sábia e ponderada, prefere proibir. Isso que incita cada vez mais pessoas que tem o mínimo de discernimento a questionar os dogmas da igreja e até se afastar, podendo até perder a fé. E isso acontece com muitas outras coisas além da bebida, coisas mais simples, coisas mais graves... E assim fica difícil, porque também liberar tudo não é exatamente o caminho correto, aliás, para mim a "igreja" do post está mais pra zona que para outra coisa.
Não vejo pecado em ouvir Metallica se assim a pessoa curtir, mas na casa de Deus? Esse tipo de música nos leva a Deus? Nos faz pensar nele? Então por qual motivo tocá-la em uma reunião de adoração a Deus? Não vejo nenhum.
Mas isso tbm não quer dizer que um jovem cristão deva ouvir só música cristã, eu não vejo fundamentação bíblica que AFIRME isso, embora algumas passagens aconselhem algo semelhante.
Enfim... é vago, porque a bíblia é vaga nesse assunto. Alias, vaga não, Deus nos deixou a liberdade do livre-arbitrio, mas também os princípios que estão na bíblia. isso me faz pensar que a intenção dele é que nós tenhamos discernimento entre o que devemos ou não fazer e até que ponto podemos ir sem ferir a nós mesmos, pois no fundo, todas as regras da bíblia são para a preservação de nós mesmos, seja corpo, ou alma.
Perfeito, Jeys! O motivo da postagem dessa matéria é justamente esse: discutir pontos-de-vista. Você expôs - e muito bem exposto - o pensamento que deveria pairar nas mentes de todos nós, que, como você mesma disse, temos acesso irrestrito à informação e ao conhecimento. A questão da mudança cultural passa pela introdução de novos conceitos que, não necessariamente, ferem por completo os príncipios ensinados por Deus através da Bíblia.
ResponderExcluirSegundo Edward B. Tylor, cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”.
Deus nos deu inteligência capaz para nos fazer discernidores, deixando a bíblia como bússola para as horas de indecisão e insegurança. Hoje em dia, pela disseminação do conhecimento, as igrejas, na pessoa de seus líderes, deveria ter uma mente mais aberta para questões como essas ( mudança de cultura x modernização do evangelho ).
Espero que um dia isso mude, e que as novas lideranças venham com uma nova proposta: fazer os evangélicos pensarem, e ao invés de impor um julgo ( proibições, punições e etc ) fomentar o conhecimento e viver o livre arbítrio que Deus nos deixou. Isso sim é viver na prática o que Deus nos ensinou.
errata no meu comentário:
ResponderExcluiras igrejas deveriam*