MSI ( Movimento dos Sem Igreja )




Bizoiando alguns blogs nessa minha peregrinação pela internet, eu tive de parar e prestar atenção em um post em especial, que trazia o seguinte tema: cresce o número de evangélicos sem vínculo com igreja.
Há 10 anos atrás, em um rolê com um amigo, eu lhe disse a seguinte frase: Amigo, haverá um tempo em que as pessoas sairão de suas igrejas para não perderem sua fé e se desviarem. Ou seja, dariam aparentemente um passo em direção a contramão do caminho, porém não por desejar apostatar da fé, e sim para não “ perder “ a sua fé.
A sede por poder e dinheiro tem feito com que muitos lobos com pele de ovelha se infiltrem no meio evangélico, como quem não quer nada, batizem, trabalhem na obra, destaquem-se, para ganhar moral com a igreja ( em especial com os líderes ) e em um futuro não tão distante conseguirem uma vaguinha como pastor, irem para uma congregação, conquistarem a simpatia dos membros e depois incentivarem os mesmos a se desligarem do ministério atual e abrirem um novo ministério. Pra onde então iria os dízimos e ofertas dessa nova igreja ? pra obra ? manutenção do templo ? ( risos ).


Um golpe perfeito, não é mesmo ? E os que não fazem parte da turma dos incautos, que vivem alheios ao que acontece em sua própria igreja, passam do estado “ satisfeitos com Cristo “ a “ decepcionados com o evangelho “. Mas esse é o único motivo que responde o por quê aumenta o número de evangélicos sem vínculo com igreja ? É certo que não.
Em uma reportagem do site mídia gospel (http://migre.me/5CCET ) uma jovem chamada Verônica, 31, diz que foi batizada na católica e freqüenta a missa aos domingos. Mas, sem saber explicar o motivo, a jovem diz que também gosta de ir aos cultos evangélicos das igrejas Deus é Amor e Nova Vida, dizendo que, pra ela, Deus é um só ( risos ).
Enfim, trocentas razões explicam as razões pelas quais diversos evangélicos, ou até mesmo católicos, espíritas, entre outros, tem se sentido um tanto “ ecumênicos “ de uns tempos pra cá. Me espanta um pouco esse retrocesso devido à finalidade com que foi criado o templo e suas reuniões ( louvar, adorar e ouvir a palavra de Deus ), pois é bom que vivamos em união como diz o verso de salmos. Porém, com a diminuição das pregações da palavra genuína ( que leva o evangélico a sentir-se sem rumo ) e a falta do amor verdadeiro do pastor pelas ovelhas, evangélicos de toda a parte do Brasil tem se cansado e buscam por uma outra fonte com que possam saciá-los, ainda que momentaneamente.

E o que eu disse ao meu amigo há alguns anos atrás, de fato, se cumpriu: evangélicos não sabem mais se são evangélicos ou católicos, não sabem mais a que denominação pertencem, correndo de um lado para outro, atrás de uma fonte que sacie a sede da alma, porque pouco a pouco estão perdendo a identidade, que era tão marcante e intrínseca, fácil e perceptível entre a sociedade. Agora, suas fontes são a internet, a TV, o santo culto em seu lar; não há mais a comunhão, o prazer de compartilhar da fé, dividir o pão, diminuir os problemas, somar forças e multiplicar as alegrias; o prazer de sair de casa certo de que encontraria paz, união e uma boa mensagem esvaiu-se, escorreu-se por entre os dedos dos evangélicos, cumprindo-se, então, o que está registrado na bíblia: Aumentando a iniqüidade pelo mundo, o amor de muitos esfriar-se-ia. Hoje isso é fato.
Por outro lado, é importante que o evangélico aprenda a sustentar a sua fé sem depender exclusivamente da igreja, para que em tempos de forte tempestade sua fé não seja abalada. O verdadeiro cristianismo é vivido plenamente por aqueles que tem em sua corrente sanguínea espiritual a dose necessária do amor de Deus, que os sustenta, dando-lhes vida e vida em abundância. Essa maturidade ainda não foi desenvolvida no meio cristão.

Meu próximo post será sequência deste assunto que, por ser extenso, tornar-se impossível discuti-lo apenas em só. Um abraço, medite e...

Tenho dito!



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